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Brasil: Número de pessoas TRANS &TRAVESTIS vítimas de violência por identidade de gênero (2014-2023)

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Pessoas transexuais enfrentam violência, exclusão e desafios na saúde mental no Brasil

Estudos apontam aumento da violência contra pessoas trans, desigualdades na educação e impactos que ampliam a marginalização

     O Brasil permanece entre os países mais violentos para pessoas transexuais. Em 2023, foram registrados 145 assassinatos, número 10,7% maior do que em 2022, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

     De acordo com o Atlas da Violência de 2025, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2022 para 2023, houve aumento de 43% nos casos de violência contra pessoas transexuais e travestis. Entre homens e mulheres, os casos contra homens transexuais registraram crescimento maior.

     A transfobia afeta diretamente a saúde mental. Levantamento do Índice Instituto Cactus - Atlas de Saúde Mental (iCASM), publicado pela Agência Brasil, aponta índices mais baixos de bem-estar psicológico entre pessoas trans, com prevalência elevada de depressão, ansiedade e ideação suicida. Fatores como rejeição familiar, falta de oportunidades no mercado de trabalho, evasão escolar por bullying e ausência de atendimento de saúde especializado reforçam a marginalização.

     No campo da educação, pesquisa do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) realizada pelo Centro de Estudo de Cultura Contemporânea (Cedec) em 2021 entrevistou 1.788 transgêneros em São Paulo. Os dados mostram que 51% completaram o ensino médio e 27,1% o ensino superior. Em 2024, a Agência Brasil informou que a Universidade Federal Fluminense (UFF) aprovou a reserva de 2% das vagas de graduação para pessoas trans a partir de 2025.

     Ampliar políticas públicas de saúde, educação e empregabilidade, além de promover campanhas contra a transfobia, pode garantir dignidade e bem-estar à população trans.

     Para mais informações sobre saúde mental e consequências da transfobia na vida de pessoas trans, confira a entrevista com a psicóloga Josy Ellerbrock.

DEPOIMENTOS

     Os áudios a seguir são de: Igor Barbosa, 25 anos, vendedor e homem trans; e de Mila de Almeida, 24 anos, operadoras telemarketing, técnica em Multimídia pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e formada em Rádio, TV e Internet pela Unesp de Bauru.
     Igor compartilha sua vivência marcada por dificuldades de inserção no mercado de trabalho, impactos na saúde mental e situações de desrespeito à sua identidade. Ao mesmo tempo, destaca a importância do acolhimento e do apoio social para enfrentar esses desafios.
     Mila relata sua trajetória como mulher trans no mercado de trabalho, expectativas após se graduar, autoestima, preconceitos, retificação de nome e o que almeja.

Igor Barbosa

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Mila de Almeida

00:00 / 04:03

O que pessoas
trans querem:

00:00 / 03:07

GLOSSÁRIO TRANS & TRAVESTI

     Mova os cards e descubra os significados dos termos

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